O fim de semana em São Paulo foi daqueles que fazem qualquer fã de skate colar na grade ou na tela. A cidade recebeu o World Skateboarding Tour São Paulo 2026, reunindo alguns dos melhores skatistas do planeta nas modalidades Street e Park, masculino e feminino.

Skate Montado

 

Entre corrimões, bordas, bowls gigantes e muito estilo, os atletas entregaram linhas técnicas, best tricks absurdos e pontuações altíssimas. Abaixo você confere como foi o desenvolvimento de cada atleta do pódio, com as notas que marcaram as finais.

🛹 Street Feminino

🥇 Ibuki Matsumoto — campeã

A japonesa entrou na final com uma postura bem estratégica: andar sólido primeiro e arriscar depois. Desde a primeira volta já mostrou consistência nas linhas, passando com fluidez por corrimões e bordas sem cometer erros.
Na fase de best trick, onde cada skatista tenta mandar a manobra mais pesada possível, ela encaixou uma sequência técnica muito limpa. A tentativa decisiva rendeu 83.33 pontos, nota que praticamente selou o título.

O diferencial da Ibuki foi o controle: enquanto outras atletas arriscaram mais, ela manteve o nível alto e constante, garantindo o ouro.
Somando suas voltas e manobras, Ibuki Matsumoto terminou a final com 156.59 pontos, conquistando o primeiro lugar no pódio. 🛹🏆

🥈 Nanami Onishi — vice-campeã

A também japonesa trouxe um skate rápido e agressivo para a pista. Nas linhas, Nanami manteve velocidade alta e mandou boas combinações de flip tricks em obstáculos de rua.
Ela chegou a ameaçar a liderança com manobras fortes no best trick, mas acabou perdendo alguns pontos por pequenas inconsistências nas voltas. Mesmo assim, garantiu um sólido segundo lugar.

 Nanami Onishi

 

Somando suas voltas e manobras, Nanami Onishi terminou a final com 146.36 pontos, garantindo a segunda colocação no pódio. 🛹🔥

🥉 Coco Yoshizawa — terceira colocada

Coco apostou em um estilo mais técnico e controlado. Suas linhas foram bem executadas, explorando bordas e corrimões com muita precisão.

Sem erros grandes na final, ela acumulou pontuação suficiente para fechar o pódio. A estratégia foi clara: manobras limpas e consistência, sem exagerar no risco.

Coco Yoshizawa
Somando suas voltas e manobras, Coco Yoshizawa terminou a final com 145.02 pontos, garantindo o terceiro lugar no pódio. 🛹🔥

Shape Maple

🛹 Street Masculino

🥇 Toa Sasaki — campeão

O japonês simplesmente destruiu na final. Logo na primeira volta ele mandou a melhor linha da competição, cravando 87.77 pontos.
O estilo dele mistura técnica absurda com um flow muito natural pela pista — parecia que cada obstáculo já fazia parte da linha.

Toa Sasaki
A combinação de velocidade, fluidez e manobras técnicas impressionou os juízes. Somando suas voltas e tricks, Sasaki terminou com 174.10 pontos totais, garantindo o título mundial.

🥈 Ángelo Caro — vice-campeão

O peruano chegou pesado no best trick. Ele foi responsável por uma das maiores notas de manobra do campeonato: 91.34 pontos.
Caro apostou em manobras grandes em corrimões e obstáculos mais arriscados. O problema é que nas voltas ele perdeu alguns pontos importantes, o que acabou deixando o título escapar por pouco.

Ángelo Caro

Mesmo assim, foi uma das performances mais explosivas da final. Somando suas voltas e manobras, Ángelo Caro terminou a final com 173.32 pontos, garantindo o segundo lugar no pódio. 🛹🔥

🥉 Sora Shirai — terceiro lugar

Sora é conhecido por criatividade absurda no skate, e na final não foi diferente.
Ele manteve uma atuação muito regular, sem grandes erros e sempre colocando manobras técnicas nas linhas. Não teve a maior pontuação isolada da final, mas a consistência foi suficiente para garantir o bronze.

 Sora Shirai

 

Somando suas voltas e manobras, Sora Shirai terminou a final com 170.45 pontos, garantindo o terceiro lugar no pódio.

Disturb

🛹 Park Feminino

🥇 Sky Brown — campeã

A britânica voou alto na pista de park. Usando muito bem as transições e as paredes do bowl, ela mandou aéreos enormes e linhas rápidas.
Sky mostrou porque é uma das skatistas mais completas da modalidade: amplitude, técnica e confiança nas alturas.

 Sky Brown

Sua melhor volta chegou a 88.16 pontos, que acabou sendo suficiente para garantir o título mundial.

🥈 Mizuho Hasegawa — vice-campeã

A japonesa veio logo atrás com uma linha muito fluida e cheia de velocidade. Desde o início da final, Mizuho mostrou bastante confiança na pista, usando bem as transições do bowl e mantendo um ritmo forte durante toda a volta.
Além da fluidez, ela também apostou em bons aéreos e grabs bem executados, mostrando consistência nas tentativas. Mesmo ficando com a segunda colocação, sua apresentação foi uma das mais sólidas da final e garantiu um lugar no pódio do park feminino. 

Mizuho Hasegawa

A melhor tentativa dela marcou 84.36 pontos, mantendo pressão na líder durante toda a final. 

🥉 Minna Stess — terceira colocada

A norte-americana trouxe um skate consistente e com bons aéreos. Desde o início da final ela mostrou bastante confiança na pista, mantendo velocidade nas transições e aproveitando bem cada parte do bowl.
Outro ponto forte da skatista foi a regularidade: ela manteve linhas estáveis, sem grandes erros, conectando curvas e transições com fluidez. Essa consistência foi fundamental para garantir seu lugar no pódio do park feminino e confirmar seu nome entre as principais atletas da modalidade.

 Minna Stess

Sua melhor linha chegou a 83.90 pontos, garantindo o bronze na competição. Durante a volta, Minna apostou em aéreos altos e grabs bem controlados, mostrando muita segurança nas manobras e boa leitura da pista.

 

Feminino

🛹 Park Masculino

🥇 Egoitz Bijueska — campeão

O espanhol foi simplesmente absurdo na final do park masculino. Com muita amplitude e uma leitura perfeita da pista, ele conseguiu a maior nota da modalidade: 95.83 pontos.

Desde o começo da final, Egoitz mostrou muita confiança, usando praticamente toda a extensão do bowl. Suas linhas foram rápidas e bem conectadas, combinando transfers, aéreos altos e manobras técnicas nas transições, sempre mantendo bastante velocidade.

Egoitz Bijueska

 

Outro destaque da apresentação foi o controle nas aterrissagens e a forma como ele manteve o flow da linha do começo ao fim, sem perder ritmo. Essa mistura de altura, velocidade e consistência fez com que sua volta se destacasse entre os finalistas, garantindo a maior pontuação da final e o título do park masculino.

🥈 Kalani Konig — vice-campeão

Representando o Brasil em casa, Kalani levantou a torcida durante toda a final do park masculino. Com muita velocidade e confiança na pista, ele apresentou linhas rápidas e bem conectadas, aproveitando as transições do bowl para ganhar altura nos aéreos.
Outro ponto forte da apresentação foi a consistência. Ele manteve o ritmo do começo ao fim da volta, explorando diferentes partes da pista e mantendo bastante fluidez nas transições. Com essa performance sólida e empolgante, Kalani garantiu o segundo lugar no pódio e fez a torcida brasileira vibrar. 

Kalani Konig

Sua melhor volta chegou a 94.80 pontos, ficando muito perto do ouro e garantindo um dos momentos mais comemorados da competição. Durante a linha, Kalani apostou em aéreos altos, bons grabs e transfers bem executados, mostrando controle e estilo nas manobras.

Shape Maple

🔥 Resumo da sessão:
O mundial em São Paulo mostrou como o skate está cada vez mais técnico e global. Japão dominando o street, Europa crescendo no park e a América Latina e o Brasil brigando forte no topo.Foi um campeonato cheio de linhas pesadas, manobras gigantes e pontuações que mostram o nível absurdo que o skate chegou.